RecuperaçãoNível de evidência: C

BPC-157

Body Protection Compound 157

Peptídeo pentadecapeptídeo estudado principalmente em modelos animais para reparo tecidual. Evidência humana limitada.

Ficha rápida

Categoria
Recuperação
Meia-vida
curta
Status ANVISA
Não registrado para uso humano
Faixa de dose citada
200–500 mcg
Vial típico
5 mg

Ficha técnica

Classe
Recuperação e Reparo (pentadecapeptídeo gástrico)
Fórmula
C62H98N16O22
Peso molecular
1419,53 g/mol
Sequência
Gly-Glu-Pro-Pro-Pro-Gly-Lys-Pro-Ala-Asp-Asp-Ala-Gly-Leu-Val

Principais achados

  • O BPC-157 é eliminado da circulação em cerca de 15 minutos, mas seus sinais de reparo persistem por semanas, no que se descreve como um mecanismo farmacológico do tipo 'atinge e desaparece'.
  • É um dos poucos peptídeos que se mantém estável no suco gástrico humano, o que lhe confere biodisponibilidade oral relevante em modelos pré-clínicos.

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Como funciona

O BPC-157 é um pentadecapeptídeo sintético de quinze aminoácidos cuja sequência foi derivada de uma proteína protetora identificada no suco gástrico humano. Diferente de fármacos que atuam sobre um único receptor, o peptídeo parece funcionar como um modulador de múltiplas vias de reparo ao mesmo tempo. Entre os eixos mais estudados em modelos pré-clínicos estão o aumento da expressão de receptores do hormônio de crescimento (GHR) em fibroblastos, a ativação da via FAK-paxilina ligada à adesão e migração celular, e a interação com o sistema dopaminérgico. Esse conjunto de sinais converge para acelerar a cascata de cicatrização e para favorecer a formação de novos vasos sanguíneos, processo conhecido como angiogênese.

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O que a evidência mostra

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Perguntas frequentes

O que é o BPC-157 e de onde ele vem?

É um peptídeo sintético de quinze aminoácidos cuja sequência foi derivada de uma proteína protetora encontrada no suco gástrico humano. Foi caracterizado pela primeira vez pelo grupo do professor Predrag Sikiric, na Universidade de Zagreb, no início da década de 1990. Vale destacar que a molécula não existe naturalmente de forma isolada: trata-se de uma sequência específica produzida em laboratório, pensada para estabilidade e biodisponibilidade em contextos de pesquisa.

O que torna o BPC-157 incomum entre os peptídeos de pesquisa?

Sua característica mais distintiva é a estabilidade excepcional em ácido gástrico e a resistência à degradação enzimática. A maioria dos peptídeos é rapidamente decomposta no trato digestivo, mas a sequência do BPC-157 resiste a essa quebra, o que permitiu administrá-lo por via oral em modelos animais mantendo bioatividade — uma propriedade rara nessa classe de moléculas. Ainda assim, não há comprovação de que essa biodisponibilidade oral se traduza de forma significativa em humanos.

Qual é a meia-vida do BPC-157?

Em estudos formais de farmacocinética em ratos, após administração intravenosa, a meia-vida média de eliminação é de cerca de 15,2 minutos, e o peptídeo se torna indetectável no plasma em até quatro horas. Esse desaparecimento rápido contrasta com seus efeitos biológicos prolongados, que persistem por semanas — contraste que está na base do chamado paradoxo da expressão gênica. Não há dados de farmacocinética em humanos publicados.